Apoios:

Redes:

  • White Instagram Icon
  • White TripAdvisor Icon
  • White YouTube Icon
  • w-facebook
  • Twitter Clean

Almendres

Arqueologia e Natureza

Centro Interpretativo

 

    A paisagem em que nos encontramos - a Serra de Monfurado - é um território partilhado pelos municípios de Évora e de Montemor-o-Novo. Alberga uma excepcional concentração de sítios arqueológicos, entre os quais se encontram alguns dos mais notáveis monumentos pré-históricos da Europa.

   Podemos começar por imaginar esta paisagem há cerca de 10.000  anos - após o  final da ultima era glaciar - virgem e, praticamente, desabitada. Nessa altura, o interior da península Ibérica foi sendo coberto por florestas e matagais densos e a maioria das comunidades humanas - caçadores-recolectores nómadas – acabou por ficar confinada à costa e aos estuários dos principais rios.         

   Foi com a chegada da agricultura e da pastorícia (há cerca de 8.000 anos) - durante o neolítico - que o interior Alentejano deixou de ser uma paisagem periférica para as comunidades humanas e se tornou no centro de uma das mais importantes regiões megalíticas da Europa, a par com o sudoeste de Inglaterra ou a Bretanha francesa.

    Para isso parece ter contribuído a posição geográfica desta região - no único ponto de contacto entre as linhas de festo das bacias hidrográficas dos três grandes rios do sul - o Tejo, o Sado e o Guadiana. Estes são os principais caminhos naturais que ligam os estuários ao interior - linhas

     Também alguns aspectos desta paisagem interior - não existentes na paisagem litoral - parecem ter fascinado estas primeiras comunidades sedentárias de pastores e agricultores, nomeadamente, os impressionantes afloramentos naturais de granito

   Esta serra também é rica em minério (aspecto eventualmente relacionado com a origem do nome “Monfurado” ou “monte furado”), nomeadamente cobre e ferro, ocorrendo ouro em pequenas concentrações.

Aqui, a sua exploração e comercio parece ter começado a assumir uma crescente importância durante as Idades do Cobre, Bronze e Ferro (3000 aC a 200 aC). 

     É no final desta sequência - em torno do séc. VII aC- que povos do mediterrâneo oriental (como os fenícios e os gregos), estabelecem interpostos comerciais ao longo da costa Sudoeste da peninsula, onde trocam - com os povos Ibéricos - metais, por novos produtos, tecnologias e ideias.    

    Durante a época romana, a importância desta região enquanto via de trânsito natural entre a costa e o interior permanece. Pelo Monfurado passam as estradas que ligavam cidades costeiras importantes, como Olisipo (Lisboa)e Salacia (Alcaçer-do-sal), a Ebora (Évora) e a Emerita Augusta (Merida) - então capital da Lusitânia (uma das três regiões administrativas da Hispânia romana).

Afloramentos graniticos no povoado Neolitico das Murteiras (Évora)

Pinturas rupestres na Gruta do Escoural (Montemor-o-Novo)

Cromeleque dos Almendres (Évora)

1/1

Castelo do Giraldo (Évora)                                     Villa romana da Tourega (Évora)                             Anta capela de S. Brissos (Évora)

a Paisagem

Arqueológica

 

a Paisagem

Natural

 

Raposa (Vulpes vulpes

Abelharuco (Meropes Apiaster)

   Encontramo-nos no centro de uma paisagem milenar a que hoje denominamos Montado. Cerca de metade da área de Montado a nível mundial encontra-se distribuída pelo sul de Portugal (33%) e pelo centro e sul de Espanha (23%), onde esta paisagem assume o nome de “Dehesa”. É um dos santuários europeus da biodiversidade, estando a sua proteção enquanto habitat de interesse comunitário consagrada em legislação da União Europeia ao abrigo da Rede Natura 2000

    Mas a origem deste tipo de paisagem remonta ao período neolítico - na nossa região, há cerca de 8000 anos. Nessa altura a península ibérica encontrava-se coberta de floresta e a maioria das comunidades humanas estavam ainda confinadas à costa e aos estuários dos principais rios. A chegada das inovações neolíticas (agricultura, pastorícia e novas ferramentas de pedra polida) permitiram aos primeiros pastores-agricultores sedentários começar a “domesticar” - através de queimadas e abate seletivo - o denso bosque mediterrânico que antes aqui existia.

      Nestas florestas abertas, desenhadas pelo Homem, dominam hoje as espécies de carvalho como o sobreiro (Quercus suber) - que produz a cortiça - e a azinheira (Quercus rotundifolia) - cujas bolotas são ideais para o pastoreio de ovelhas e porcos. Visualmente é um ecossistema semelhante a uma savana com árvores dispersas e um mosaico de pastagens, culturas agrícolas e matos ocupando o sob-coberto.

     Trata-se de um delicado sistema agro-silvo-pastoril, desenvolvido e aperfeiçoado ao longo do tempo, concebido para rentabilizar os escassos recursos numa região caracterizada por um clima quente, seco e muito variável bem como solos pobres. É protegido desde época medieval mas a partir meados do século XIX, com a crescente importância económica da cortiça e do porco-preto, a área de Montado cresceu em Portugal mais de sete vezes, ocupando hoje cerca de um milhão e meio de hectares

     No contexto ecológico actual - em que as alterações climatéricas ganharam uma importância global - o Montado destaca-se como um exemplo do equilíbrio que é possível obter entre Homem e Natureza. Nomeadamente, no seu contributo para a regulação do ciclo da água, na prevenção da erosão dos solos, na retenção de CO2 da atmosfera e na elevada biodiversidade que sustenta

     O Montado assume-se ainda como um poderoso elemento de suporte da  identidade cultural das gentes que o habitam. O rico património imaterial encontrado na gastronomia, nas tradições, no cante Alentejano, no imaginário e nas lendas populares, encontram nesta paisagem as suas mais profundas raízes.

Porco-preto

1/1

Sobreiros descortiçados

Tiragem da cortiça

Cortiça após a tiragem

Sobreiros descortiçados                                        Aspecto da tiragem da cortiça                               Cortiça logo após a extração

11BEE68F85D069A815A83ACFD677F77F.jpeg
F0148CD1F08FC6CABABBD97AFDB00CF0.jpeg

     O Centro Interpretativo dos Almendres - Arqueologia e Natureza, localiza-se na aldeia de Guadalupe, próximo do Cromeleque dos  Almendres. É um espaço de apoio turistico focado no património rural de Évora que tem como temas principais a Pré-história e o Montado.​

     Aqui pode explorar o rico património pré-histórico desta região e descobrir os seus sitios mais emblemáticos - como o Cromeleque dos Almendres, a Gruta do Escoural, a Anta do Zambujeiro ou o Castelo do Giraldo - mas também aprender sobre o valor ambiental, cultural e económico da paisagem ancestral em que estes sitios se encontram - o Montado

O acesso é gratuito e aqui pode encontrar:

  • Balcão de Apoio ao Visitante

  • Circuito Interpretativo sobre Arqueologia e Natureza (12 paineis de grande formato) 

  • Parque de Merendas Arborizado

  • Bancos para repouso ao longo da ribeira

  • WC's (incluindo para visitantes com mobilidade reduzida)

  • Serviço básico de Cafetaria

  • Loja Temática

 

Horário de funcionamento:

  • Verão (1 de Maio a 30 de Outubro) - das 10h às 19h 

  • Inverno (1 Novembro a 31 de Abril) - das 10h às 17h

Como chegar até ao Centro Interpretativo dos Almendres:

 

Pode encontrar-nos na Rua do Cromeleque na aldeia de Guadalupe com as seguintes coordenadas GPS:​ 38.567801, -8.027456

 

De carro ou bicicleta: A partir de Évora seguir pela estrada nacional para Lisboa e após 8 km seguir o desvio para a esquerda em direção a Guadalupe. A partir dai são 3 km até à aldeia de Guadalupe.

De táxi: Existe uma paragem na praça principal de Évora (Praça do Giraldo) mas também pode usar o 266 734 734.​

Ficamos à sua espera!

O Centro

dos Almendres

 
IMG_9166

Recinto megalitico dos Almendres